A diretoria costuma dominar faturamento, margem e endividamento. Mas quando o assunto é carteira contratual, a conversa muda: entram percepções, planilhas desatualizadas e “depois a gente confere”. Isso é um ponto cego caro.

Estes cinco indicadores formam o mínimo executivo para enxergar caixa, risco e operação nos contratos.

1. Valor total da carteira ativa

Quanto a empresa tem comprometido em contratos vigentes — incluindo aditivos formalizados? Sem esse número, não dá para avaliar concentração em fornecedores, impacto de reajustes ou espaço para renegociação.

Meta: um único valor consolidado, atualizado mensalmente, acessível à diretoria em menos de um clique.

2. Contratos que vencem nos próximos 90 dias

Quantos contratos entram em janela de renovação ou encerramento neste trimestre? E qual o valor envolvido? Vencimento descoberto tarde vira renegociação às pressas — ou renovação automática com condições piores.

Meta: calendário com alertas em 90, 60 e 30 dias, com dono definido para cada contrato.

3. Pagamentos aprovados sem aditivo formal

Quanto foi pago acima do escopo original sem documento que autorize? Aditivo informal é uma das formas mais comuns de vazamento de caixa. O valor acumulado surpreende quando alguém finalmente audita.

Meta: zero pagamento acima do contratado sem aditivo assinado e rastreável.

4. SLAs em atraso ou não conformes

Quantos fornecedores estão entregando abaixo do acordado neste mês? Penalidades existem no papel, mas só funcionam se alguém mede. Sem monitoramento, a empresa absorve o prejuízo operacional.

Meta: indicador mensal de conformidade por contrato crítico, com notificação formal quando houver descumprimento.

5. Fornecedores ou escopos duplicados entre áreas

Quantas vezes áreas diferentes contratam o mesmo serviço sem saber? Duplicação fragmenta negociação, reduz poder de compra e infla custo sem aparecer como “problema” em nenhuma área isolada.

Meta: visão consolidada da carteira por categoria de serviço, cruzando áreas demandantes.

O teste de 30 segundos

Pergunte à sua equipe estes cinco números hoje. Se a resposta for “preciso levantar”, você confirmou que a carteira não está governada — está apenas arquivada. O bom news: com inventário e indicadores básicos, essa visão se constrói em semanas, não em anos.

Quer um painel com esses números da sua carteira?

No diagnóstico inicial, mapeio valor total, vencimentos, riscos e duplicidades — e entrego prioridades de ação claras.

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